E.E.: Princípio e Fundamento V

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/…/ Pelo que é necessário tornarmo-nos indiferentes a respeito de todas as coisas criadas em tudo aquilo que depende da escolha do nosso livre-arbítrio, e não lhe é proibido. /…/”

Tema: “Apego”

Mais uma vez coisas neste caso não significam apenas objetos mas realidades, pessoas, ideais, etc.

O espírito desta passagem do texto do Princípio e Fundamento não nos indica uma atitude de “não quero saber”, em que devemos voltar costas, desresponsabilizarmo-nos, mas sim de “liberdade” em relação às coisas que nos rodeiam, de modo a que consigamos ganhar distância e percebermos qual a vontade do Pai para nós em cada momento e situação da nossa vida.

Leitura proposta: Ageu 1:9 (Chamada para construir o Templo)

«Vocês esperavam muito, mas, eis que veio pouco. E o que vocês trouxeram para casa eu dissipei com um sopro. E por que o fiz?”, pergunta o Senhor dos Exércitos. “Por causa do meu templo, que ainda está destruído enquanto cada um de vocês se ocupa com a sua própria casa.»

Pistas:

  • A expectativa (espera de algo ou de alguma atitude) conduz-nos rapidamente ao apego. A repulsa ou fundamentalismo face a algo também.

    1. Procurar identificar as coisas às quais me sinto apegado, pela positiva, que quando não respondem às minhas expectativas ou me são retiradas me fazem sofrer, ou pela negativa, que me fazem assumir posições ou criar padrões de comportamento na vida que me toldam o discernimento ou não me deixam avançar no caminho do bem.

    2. Em que medida estes apegos condicionam o meu crescimento e papel ativo na construção do Reino de Deus já aqui na Terra?

    3. Que estratégias possíveis encontro para

E.E.: Princípio e Fundamento IV

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/…/ E as outras coisas sobre a face da terra são criadas para o homem, a fim de ajudá-lo a alcançar o fim para que foi criado. Donde se segue que há de usar delas tanto quanto o ajudem a atingir o seu fim, e há de privar-se delas /…/”

Tema: “Uso das coisas tanto quanto”

Coisas neste caso não significam apenas objetos mas realidades, pessoas, citações, etc.

Leitura proposta: Lc 12, 16-34 (Mau uso dos bens, acumulação de riqueza e providência divina)

«16 A seguir apresentou-lhes esta parábola: «A quinta dum certo rico tinha dado uma grande colheita.

17 E o rico pôs-se a pensar assim: “Que hei de eu fazer? Não tenho onde guardar a minha colheita!

18 Já sei: deito abaixo os celeiros e faço outros maiores, onde guardarei o trigo e todos os meus bens.

19 Depois poderei dizer para comigo: És feliz! Tens em depósito tantos bens que te vão dar para muitos anos. Não te rales: come, bebe e diverte-te.” 20 Mas Deus advertiu-o: “Louco, esta noite vais morrer, e o que tens guardado para quem será?”» 21 Jesus concluiu: «Assim acontecerá àqueles que só amontoam riquezas para si, mas que não são ricos aos olhos de Deus.» 22 E continuou a falar aos discípulos: «É por isso que eu vos digo: não andem preocupados com o que hão de comer, nem com a roupa de que precisam para vestir. 23 A vida é mais do que a comida e o corpo é mais do que a roupa.

24 Reparem nos corvos: nem semeiam, nem colhem, nem têm despensas, nem celeiros, mas Deus dá-lhes de comer. Ora vocês valem muito mais do que as aves. 25 Quem é que, por mais que se preocupe, poderá prolongar um pouco o tempo da sua própria vida? 26 Portanto, se nem as coisas mais pequenas são capazes de fazer, por que se preocupam com as outras? 27 Reparem como crescem os lírios que não fiam nem tecem. Contudo, digo-vos que nem o rei Salomão, que era riquíssimo, se vestiu como qualquer deles. 28 Ora se Deus veste assim as plantas, que hoje estão no campo e amanhã são queimadas, quanto mais vos há de vestir ó gente sem fé? 29 Portanto, não estejam preocupados nem inquietos com o que hão de comer e beber. 30 Os pagãos é que se preocupam com tudo isso, mas o vosso Pai sabe muito bem do que precisam. 31 Procurem primeiro o reino de Deus que tudo isso vos será dado.» 32 Jesus continuou: «Não tenham medo, pequeno rebanho! O vosso Pai achou por bem dar-vos o seu reino. 33 Vendam o que têm e deem o dinheiro aos pobres. Arranjem bolsas que nunca se estraguem e depositem no Céu uma riqueza que não se esgota. Ali não chegam os ladrões, nem a traça.

34 Pois onde tiver a vossa riqueza, aí terão o coração.»

Pistas:

  1. Nestes 15 dias vou procurar atender às realidade à minha volta, vou procurar saboreá-las durante este tempo, tirar todo o partido delas (pessoas, natureza, música, teatro, arte em geral, etc);

  2. Quais são as realidades que me ajudam a chegar a Deus e quais são aquelas que me prejudica

E.E.: Princípio e Fundamento III

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O Homem é criado para louvar, reverenciar e servir a Deus seu salvador e mediante isso salvar a sua alma

Tema: “Salvar a alma”

Salvar a alma é ir para o céu.

Isto não é futurologia, tem a ver com o , procurar viver como salvo, saboreando o céu já aqui na Terra.

Portou-se bem vai para o céu” ? É redutor, pois o saborear o céu pode ser já experimentado, hoje.

Se eu perceber que a minha vida tem sentido, então tudo o que estou a fazer se justifica. Se calhar custa-me, mas há uma razão de ser.

O ir para o céu significa assim viver feliz, sentir-me realizado porque encontro um sentido para a minha vida, já hoje, sem reportar esse “objetivo” para o futuro.

Eu sou criad@ por amor e para amar, se eu conseguir viver desta forma, o céu começa já agora e de alguma forma depende de mim…

Leitura proposta: Mt 25, 31-46 (Juízo final)

Pistas:

  1. Não há palavra mais errada do que esta do juiz. Jesus conta uma história, não está a dizer que Deus é juiz;

  2. A leitura proposta contém as obras de misericórdia. Vale a pena eu perceber quais são as mais fáceis e as mais difíceis para mim. Acrescentaria mais alguma?

E.E.: Princípio e Fundamento I

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O Homem é criado para louvar, reverenciar e servir a Deus seu salvador e mediante isso salvar a sua alma”

Tema: “O Homem é criado”

Texto: Jeremias 18, 1-6 (Passagem do oleiro)

Nesta lógica do texto do oleiro como pano de fundo, experiencio afetivamente o ato de estar a ser criado nas mãos de Deus.

Há um nexo afetivo forte entre o artista e a sua obra: O que faço é uma extensão de mim próprio.

Dizer mal do que fiz ou dizer mal de mim é a mesma coisa.

Quanto mais pessoal é uma coisa, mais pessoal é a crítica à coisa que fazemos.

O Deus oleiro que nos “modela” tem um nexo afetivo com cada um de nós, que somos afinal obra Sua.

Existir é então ser amado.

Pista:

Experienciar durante estes próximos 15 dias, um Deus que me “modela”. Que aspetos eu consigo perceber que Ele está a trabalhar em mim?

O perdão dos Outros

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Texto: Mt 6, 9-15 (Pai Nosso)

Pistas:

  1. Custa-me perdoar? Consigo fazê-lo?

  2. E ser eu a pedir perdão aos outros?

  3. O que me custa mais? Perdoar ou ser perdoado?

Nota Final: Estou de relações tensas com alguém?

Exame de consciência

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Texto: Tiago 5, 14-15 (Unção dos doentes)

Pistas:

0) Distinguir o exame de consciência antes da confissão de um exame de consciência diário;
1) O exame de consciência antes da confissão: Pratico-o? Como é que o faço? Tenho um formulário? Ou faço-o como me surge?
2) O exame de consciência diário: Pratico-o? Com que frequência? Como é que o faço? Já experimentei o proposto por Sto Inácio de Loyola em 5 pontos (E.E. n.º 43)? Nestes 15 dias vou procurar praticá-lo.

4. A V A L I A Ç Ã O

E.E. de Santo Inácio de Loyola n.º 43:

“43 – Modo de fazer o exame geral. Consta de cinco pontos:

O Primeiro ponto é dar graças a Deus nosso Senhor pelos benefícios recebidos.

Segundo, pedir graça para conhecer os pecados, e libertar-se deles.

Terceiro, pedir conta à alma, desde a hora em que se levantou até ao exame presente, hora por hora ou período por período, primeiro, dos pensamentos, depois das palavras, e depois das obras, pela mesma ordem que se disse no exame particular.

Quarto, pedir perdão, a Deus nosso Senhor, das faltas.

Quinto, propor emenda, com sua graça. Pai Nosso.”

Sacramento do Perdão

Texto: Lc 5, 17-26  – Cura do paralítico

(Durante a cura Jesus diz: “Filho, os teus pecados estão perdoados”)

 Pistas:

  1.  O que é que eu recordo da minha 1.ª confissão? (Preparação, onde ocorreu, sei quem esteve presente?, etc)

Acabaram-se os sacramentos “bonitos”, como o Batismo, a 1.ª Comunhão, o Crisma ou o Matrimónio, que dão direito a fatos e festas.

  1. Onde é que eu vou fazer este sacramento?
  2. Considero que graças a este sacramento eu vou progredindo na vida espiritual?

(Reflito sobre isto com a máxima sinceridade que me for possível.)

  1. Pratico um exame de consciência? Com que frequência o faço?

Nestes 15 dias vou procurar fazer com frequência este exame. No fim do dia, no momento em que me for deitar, faço silêncio e pergunto: Hoje o que é que tenho de pedir perdão a Jesus?

  1. Se houve alguém que não tenha ainda feito o sacramento do perdão como tinha sido proposto antes, que aproveite esta 2.ª oportunidade para o fazer.

 

A V A L I A Ç Ã O

O 2.º mandamento da Igreja: “Confessar-se ao menos uma vez por ano”

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Leituras propostas:    

Jo 20, 19-23 – Aparição de Jesus ressuscitado no Cenáculo

Pistas: 

  1. Que relação tenho eu com este sacramento? Amor ou ódio? Como tem sido a minha história com ele?;
  2. Confesso-me com algum tipo de regularidade? Ponho algum cuidado nisso?;
  3. Quando foi a última vez que me confessei? Nessa altura antecedi a confissão com algum exame de consciência? Como é que fiz esse exame? A partir de um formulário que tenho? Ou espontaneamente como se me sugeriu?
  4. Procurar nesta Quaresma confessar-me.

A presença real de Cristo na Eucaristia (Comunhão = Comum União)

Leituras propostas:    

Gálatas 2, 19b-20a – “Já não sou eu que vivo é Cristo que vive em mim”

Fil 1, 20-21 – Paulo diz: “Para mim viver é Cristo”

 

Explicação prévia do Padre Carlos (10-15 min)

 

Pistas:

 

  1. Já que me alimento da lógica de Cristo vou procurar fazer os seus gestos no dia-a-dia;
  2. Ter um momento de paragem ao fim de cada dia. Se for preciso pôr um lembrete no telemóvel para tomar consciência disto;
  3. O que me facilitou a prática dos gestos de Cristo? O que me dificultou a prática desses gestos?

“Eucaristia e Ceia Pascal Hebraica”

Leitura proposta: Ex 12, 1-28

Introdução: O texto descreve como os Hebreus celebraram a primeira Ceia Pascal, pelo que é importante ter contexto dos vários passos desta celebração:

  • Inicia com uma cerimónia de luzes: acendem-se as luzes da sala.

Se o ritual da Vigília Pascal que inicia com a Bênção da Luz que se vai propagando pela Assembleia, tem aqui a sua origem? Não temos a certeza.

  • Enchem-se os cálices de vinho a todos os comensais e seguem-se quatro brindes com o mesmo sentido como fazemos um brinde, mas dirigido a Deus em louvor e tendo cada brinde um “tema/motivo específico”.
  • O 1º Cálice destina-se a louvar a “Deus escolheu que o Povo Hebreu para ser Luz das Nações”; segue-se o Lava Mãos, que não é mais do que uma “lavagem ritual”.

Se terá sido neste momento que Jesus iniciou o Lava-Pés? Também não sabemos, todavia o que sabemos é que foi um momento no início da ceia.

  • O 2º Cálice tem como tema de louvor a Deus “A Libertação do Egipto”; todo o sentido da ceia é este, pelo que se inicia um diálogo entre o mais novo e mais velho que consiste numa sequência ritual de pergunta/resposta que evoca esta libertação (Ex. Porque comemos o Cordeiro?…) segundo o Deuteronómio. Esta “celebração da Palavra” finda com um Salmo “Hallel” (palavra donde resultou Aleluia).
  • De seguida o Presidente come e distribui o Pão Ázimo, as Ervas Amargas e o Haroset (doce onde se mergulham as ervas amargas). Segue-se o cabrito e termina a refeição com outro Salmo o “Grande Hallel”.
  • O 3º Cálice destina-se a louvar “A Terra Prometida e a Aliança que Deus fez com o Povo”; tem correspondência com o momento da consagração (Este é o Sangue da Nova Aliança).
  • O 4º e último Cálice destina-se a “Louvar a Deus porque Ele é bom e fez tantos benefícios em favor do Seu Povo”
  • Em suma, a Ceia Pascal Hebraica contém os aspetos da Missa que correspondem à Liturgia da Palavra, Eucarística (Pão e Vinho) e Oração de Bênção.
  • É preciso notar que na Missa o Cordeiro é Jesus – “O Cordeiro que tira o Pecado do Mundo”*- que com o Seu sangue nos salvou, como o sangue do Cordeiro salva os Hebreus

*Não esquecer que este aspeto é central na espiritualidade de S. João, o qual chega a alterar o tempo da Ceia para que a morte de Jesus coincida com o tempo da morte dos cordeiros pascais;

 PISTAS

  1. Procurar tomar consciência de que participo na Última Ceia. O que me ajuda? O que dificulta?
  2.  Viver a ideia de Missão (Missa>Envio/Missão)